quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Novo visual


Este é o meu novo visual, de chupeta na boca. Gostas, mamã?
(Esta fotografia foi tirada logo a seguir ao banho, por isso é que eu estou tão penteadinha e quase sem caracóis).

Marmelada não, xarope de cenoura sim

Hoje comi bem na escolinha; só não quis a marmelada. Ao jantar comi tudo (empadão, esparregado, azeitonas, sumo e maçã) menos a sopa; no final, o papá deixou-me comer um bocadinho de chocolate.
Estive a folhear um catálogo de brinquedos e gostei muito de um piano, e de uma bola, e de um triciclo... Quando chega o Pai Natal?
E quando chegas tu, mamã? Hoje perguntei por ti ao papá e ele disse que tu vinhas visitar-me daqui a uns dias. Não te esqueças de me trazer uma prenda!
Antes de ir para a caminha fazer ó ó - com chupeta, que eu agora não quero outra coisa -, tomei umas colherzinhas de xarope de cenoura com mel para a tosse. É muito bom! Tão bom que até comi duas rodelas da cenoura.
Adeus, mamã. Sonhos cor-de-rosa.

Tenho fralda?

«Tenho fralda?», perguntei ao papá quando nos estávamos a preparar para sair de casa rumo à escolinha. «Não tens fralda, fofinha», lembrou-me ele, mas já era tarde e o mal já estava feito: uma valente chichizada pelas pernas abaixo. Quando o papá me disse que eu não tinha fralda e eu percebi que tinha acontecido o pequeno imprevisto, apeteceu-me chorar um bocadinho, mas passou depressa. Depois tive de mudar de roupa e já não fui para a escolinha com o macacão verde que o papá me tinha vestido. Mas fui muito gira na mesma.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Vai trabalhar

Hoje houve uma nova dupla a ir-me buscar à escolinha: o papá e o avô Jorge. Como o carro do papá estava na oficina porque estava «estragado», o avô deu-lhe boleia. Depois fomos buscar a avó São ao trabalho e ela sentou-se no banco de trás ao pé de mim. Na escolinha só comi meia sopa e não dormi muito tempo porque acordei com um bocadinho de tosse e depois despertei. Fiz um desenho muito giro: uma casa amarela. Se calhar quando for grande vou querer ser pintora!
Em casa dos avós pedi ao papá «Vai trabalhar!», como quem diz «vai-te mas é embora e deixa-me aqui». Depois pedi muuuuuito para dormir em casa dos avós, mas o papá não deixou.
Jantei muito bem - sopa e tudo! - e brinquei antes de irmos para casa. No caminho o papá pôs a tocar as músicas da Tia Anica, da vassoura que varre à frente e atrás, dos passarinhos a bailar piu piu piu piu, do pião..., que ele teimava em cantar. A certa altura tive de ordenar: «Não cantes, papá! Só a bebé».
Depois bebi xarope de cenoura com mel - é muito bom, muito docinho - e o titito e fui para a caminha com a chupeta na boca. Agora a caminho dos três anos é que me deu para gostar da chupeta!
Adoro-te, mamã.

Bonecas


Eu gosto muito de brincar com os meus brinquedos e, apesar de ser um bocadinho desarrumada (tenho a quem sair e não é ao papá), às vezes deixo tudo muito ordenadinho. Olha só, mamã, para as minhas bonecas todas alinhadas, com uma manta por cima para não sentirem frio.

Fim-de-semana

O meu fim-de-semana.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Um início de noite difícil

Ontem tive um início de noite difícil: vomitei. Acordei às 23.30 e recusei-me a ficar na minha cama. Então o papá levou-me um bocadinho para a sala, onde ele estava a ver os resumos dos jogos de futebol. Adormeci ao colo dele, no sofá, mas passado um bocadinho comecei a tossir e vomitei. Vomitei, vomitei, vomitei… Saiu tudo o que estava na minha barriguinha. Sujei o pijama (e o do papá), o cabelo, a cara, a capa do sofá, a manta… Tivemos de ir tomar banho os dois e vestir pijamas lavadinhos, e depois fomos os dois para a caminha do papá, onde dormi bem a noite toda. Podes ficar descansada, mamã, porque eu acordei bem disposta e já nem me lembrava do que aconteceu.

Diálogos

Eu: Papá, eu tenho um namorado.
Papá: Tens um namorado?!
Eu: Tenho.
Papá: Como se chama?
Eu: Jorge.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Diálogos

Professora Daniela: Como te chamas?
Beatriz: Beatriz.
Professora Daniela: E tu?
Dinis: Dinis.
Professora Daniela: E tu?
Bárbara: Bárbara.
Professora Daniela: E tu?
Eu: Bebé.

Camisola nova

Hoje a professora Daniela disse ao papá que me custou a adormecer na escolinha. «Estava um bocadinho mais irrequieta, mas lá acabou por dormir», contou-lhe ela. De resto, comi bem e portei-me bem. Quando o papá me foi buscar, às 18.20, eu já só estava na minha sala com o Jorge. Lembram-se do Jorge, não lembram, e do arrufo que nós tivemos na semana passada? Mas nós agora já fizemos as pazes e estávamos a brincar os dois e com as professoras Daniela e Isabel.
Depois o papá levou-me a casa do avô Jorge e da avó São, onde tomei banho e jantei. Jantei é como quem diz, porque eu não comi quase nada - nem sopa, nem salmão, nem batatas, nem bróculos... Só um bocadinho de pão, de sumo e de romã. E de gelatina e bolo. A gente grande estava toda aborrecida comigo e diz que eu fico magricela se não comer bem.
Em casa dos avós ainda deu para ouvir música e pintar um bocadinho, antes de o chato do papá lembrar que era hora de ir embora (e ele voltou a não ver o jogo do nosso Porto até ao fim, e parece que até perdeu um golo). Durante a viagem para casa fiz cocó na fralda. «Ui, que cheirete!», comentei eu. O papá mudou-me a fralda e eu pedi-lhe um toalhete para limpar o pipi de uma das minhas bonecas; ainda fui a uma das minhas gavetas da roupa e tirei uma camisola para vestir à boneca, porque ela estava com frio.
Por falar em roupa: hoje trouxe para casa uma camisola nova que a avó São me fez - é muito quentinha, boa para usar no Inverno; também é muito bonita, azul clara, com duas chapinhas redondas à frente com bonecas estampadas. É bem gira! Só espero que amanhã esteja muuuuuuito frio para eu a poder usar e pôr a minha turma toda cheia de inveja. A quem é que terei eu ido buscar esta vaidade toda?
Depois de na última noite ter acordado às 3 da manhã a pedir que o papá me pusesse creme na perna, hoje espero dormir até de manhã sem sobressaltos.
E tu estás quase a chegar. Estou a contar os segundos, cheia de vontade de te dar um xi-coração muito apertado! Adoro-te, mamã.

Cocó

Passo o dia inteiro sem fazer cocó e só quando chego a casa, ao fim da tarde, é que peço ao papá para me pôr uma fralda, e é então que eu me alivio. A médica recomendou que não me pusessem fralda quando eu quero fazer cocó para me habituar a ir ao bacio, mas o papá costuma ser benevolente comigo. De maneira que quase todos os dias faço uma grande cocozada ao final da tarde, normalmente às bolinhas muito redondinhas… Mas o papá já me avisou que tenho de começar a ir ao bacio! Mas eu acho que é «feio».

«Para o lobo não entrar»

Ontem à noite não consegui escrever no meu diário porque o computador estava avariado. Por isso só agora te conto o que se passou depois de o papá me ter ido buscar à escolinha (ontem fui a última a ir embora e quando ele chegou eu estava a fazer um jogo com a Daniela e a Isabel). Jantei bem, embora tenha comido pouca sopa e só com chantagem do papá (havia um chupa-chupa em jogo no final da refeição), brinquei um bocadinho, vi fotografias e depois bebi o titito na sala, com a porta fechada «para o lobo não entrar». Dormi metade da noite na minha caminha e a outra metade na caminha do papá – quando acordámos já passava das 8 horas. Depois arranjámo-nos e o papá levou-me para a escolinha e na viagem fui a ler um livro.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Palhinha nova

Hoje acordei bem disposta. Depois do mau humor de ontem, bem que o papá merecia umas tréguas. Novidade só mesmo ter bebido o titito com uma palhinha nova, às riscas fininhas azuis e brancas, que o papá comprou ontem no supermercado. A caminho da escola, como sempre passámos por uma fábrica que hoje não estava a deitar fumo pela chaminé e eu, que sou muito perspicaz, notei logo essa diferença. Diferença não houve na banda sonora da viagem: começámos com «Todos os patinhos…», continuámos com «Foi na loja do mestre André…» e por aí fora.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A mãe de todas as birras

A mãe de todas as birras, a birra-mor, a birra das birras - chamem-lhe o que quiserem, mas eu hoje fiz a vida negra ao papá. Foi um furacão, um sismo com vários epicentros: na casa de banho (a birra do banho rebentou a escala, porque eu não queria entrar na banheira), na cozinha para comer, outra vez na casa de banho para lavar as mãos e os dentes, na sala porque não gostava dos desenhos animados que passavam na tv, no quarto por causa dos brinquedos que hoje não me agradavam... Acho que o papá hoje acabou de conquistar o céu! Estava mesmo rabugenta e birrenta! Só acalmei um bocadinho quando fomos passear à rua (apesar de ser de noite eu levei os meus óculos escuros e o papá nem me ousou contrariar com medo de mais um acesso de fúria). Desde que estou sozinha com o papá que nunca me tinha portado assim tão mal. Devia ser do sono. O que eu preciso mesmo é de dormir uma boa soneca para acordar fresca e bem-disposta.
Adoro-te. Até amanhã.

Sapatos novos

Uma boa noite de sono – acordei a meio da noite por causa da tosse, mas adormeci na minha caminha logo a seguir. Ainda tentei que o papá me levasse para a cama dele, mas ele não cedeu e eu estava com tanto sono que nem insisti muito. Quando acordei perguntei por ti, mamã, e o papá disse que tu estavas na escola a dar aulas aos meninos. «Está na Madeira», lembrei-me então.
Hoje calcei os sapatos novos que comprámos quando cá estiveste da última vez, e ficam-me muito bem. Depois fui para a minha escolinha e cheguei ao mesmo tempo que a Bárbara. Quando cheguei à sala, corri para o pé dos outros meninos porque a Isabel estava a contar uma história. Mas antes ainda disse adeus ao papá e mandei-lhe um beijinho, como faço sempre.
Até logo.